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FED0076VInstituições de ensino superior deverão duplicar o número de alunos estrangeiros até 2020 e para atingir esse objetivo terá à disposição Fundos Estruturais Europeus. O Governo quer também facilitar a mobilidade de estudantes e pondera criar um “visto talento”.

Universidades e Politécnicos vão ter acesso aos Fundos Estruturais Europeus para ações de internacionalização. Os Fundos Estruturais podem ser uma das bases financeiras para lançar o Plano Estratégico de Internacionalização do Ensino Superior.

Para Miguel Poiares Maduro, Ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, a internacionalização do Ensino Superior irá trazer vantagens económicas e aumentar a capacidade do país em competitividade no domínio do conhecimento e inovação.

«Estamos a alargar o acesso que as Universidades e os Politécnicos vão ter aos Fundos, vão ter acesso a mais domínios de intervenção dos Fundos desde que os projetos que apresentem sejam projetos associados com a internacionalização do ensino superior», anunciou Poiares Maduro.

O Ministro-adjunto defendeu que a «internacionalização do Ensino Superior tem múltiplas vantagens do ponto de vista económico porque é um dos serviços de exportação que mais cresce no mundo inteiro e Portugal pode ter grande atratividade para estudantes e professores internacionais».

Para além disso, «também se pode traduzir em termos de captação e retenção de talento para Portugal e este talento é muito importante para oferecer maior capital humano ao nosso país, porque isso também se traduz em maior competitividade», acrescentou.

O objetivo estabelecido é que o número de estudantes estrangeiros nas instituições de ensino superior em Portugal duplique até 2020 e para isso o Governo poderá vir a alterar a fórmula de cálculo de atribuição de financiamento às instituições de ensino superior, introduzindo um fator de internacionalização.

Nuno Crato, Ministro da Educação e Ciência confirmou essa possibilidade e explicou que «o financiamento das instituições de Ensino Superior e a fórmula de cálculo é algo que tem sido debatido ao longo dos tempos, nós vivemos uma situação de dificuldades financeiras nos últimos anos, desde 2009 pelo menos, e portanto, a aplicação desta fórmula de cálculo tem sido sempre condicionada pelas restrições orçamentais».

Mas agora, acrescentou Nuno Crato, «estamos crentes que no próximo ano será já possível ter uma série de incentivos mais claros nesse sentido e o incentivo à internacionalização é um deles».

Para António Rendas, Reitor da Universidade Nova de Lisboa e Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), o ensino superior português não tem experiência de internacionalização.

«Não vale a pensa estarmos aqui a dizer coisas que não são corretas», afirmou António Rendas e explicou que em Portugal «temos iniciativas partilhadas», mas isso «não significa que haja massa crítica que permita que nós sejamos olhados do exterior como instituições de acolhimento de estudantes estrangeiros de qualidade», ao invés «significa que nós não temos ainda capacidade de entrar nesse campeonato que já existe há vinte, trinta ou quarenta anos».

Para garantir o sucesso da atual iniciativa de internacionalização do ensino superior, António Rendas considera dois pontos concretos. «O perfil das instituições é fundamental. Em Portugal quando há uma ideia toda a gente quer fazer a mesma coisa e não vai ser possível todos fazermos a mesma coisa, vamos ter de nos diferenciar numas áreas e noutras, ninguém vai perder ou ganhar, toda a gente vai beneficiar».

O segundo ponto é «o problema da governança» pelo que «acho que é fundamental não inventar a roda», afirmou António Rendas, acrescentando que «tem de haver alguém que coordene, que partilhe informação, que confronte as pessoas com os resultados, que todos os meses diga: “você tinha dito que recebia 50 estudantes e só recebeu 10. Porquê?”. Há aqui todo um trabalho que a Direção-geral poderá fazer».

Na opinião de Nuno Crato, Universidades e Politécnicos estão em linha com os objetivos da internacionalização. «As instituições do ensino superior aumentaram a sua internacionalização, conseguiram obter mais fundos internacionais competitivos nomeadamente, os fundos europeus do 7º Programa-quadro, diminuímos o abandono escolar e agora estamos a assistir a uma procura do ensino superior o que e muito animador para o país».

«Estamos convictos que iremos registar uma inversão de tendência no sentido de ter mais estudantes no ensino superior. Pusemos também em campo algumas medidas nesse sentido, o Programa Mais Superior, o Programa Retomar, o Programa que hoje discutimos de Internacionalização do Ensino Superior, portanto, de captação de estudantes estrangeiros», adiantou Nuno Crato e acrescentou que «este conjunto de medidas junto com os sinais que existem no país de mais interesse por estudar é algo que anima as instituições de ensino superior e que nos leva a crer que haverá mais estudantes no ensino superior».

Ao disponibilizar o acesso aos Fundos Estruturais, o Governo espera que as instituições do ensino superior possam aumentar a captura de mais fundos internacionais.

«As universidades vão ter agora acessibilidades aos Fundos que não tinham antes e isso é bem demonstrativo que, mesmo num contexto de condicionalismo, a aposta no ensino superior, na ciência, é prioritária, é muito forte e isso é visível no reforço dessa aposta em matéria do Acordo de Parceria dos próximos fundos europeus», afirmou Poiares Maduro.

O Ministro-adjunto acrescentou que «a expetativa é que depois isso possa gerar mais retorno e mais capacidade das próximas universidades de ir buscar outras formas de financiamento. Se elas se internacionalizarem vão ter mais propinas pagas por estudantes estrangeiros, se tiverem mais excelência na sua investigação, que a internacionalização também traz, vão ter capacidade de ir captar mais fundos internacionais. E Portugal está a aumentar isso pela aposta que tem feito na excelência do seu sistema científico».

Para Vicente Ferreira, do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), a internacionalização é um grande desafio. «É evidente que um papel de internacionalização é um papel violento para as instituições e num espaço tão grande como é o mundo, é preciso priorizar espaços claros de interesse nacional».

Para Vicente Ferreira, numa fase inicial deve-se «priorizar o espaço lusófono, porque este é claramente o espaço que nos interessa, o espaço europeu porque é o espaço que nos inserimos e, porventura, o espaço asiático».

As vantagens da internacionalização do ensino superior são para Vicente Ferreira, diversas. «Temos a noção que a internacionalização é o meio mais propício de intercâmbio quer social, quer cultural, quer económico. E não deixando de relevar o papel cultural que poderemos ter neste processo, gostaria de salientar o papel económico».

«Quando estamos a fazer internacionalização estamos naturalmente a trazer futuros quadros de outros países e levar também quadros nossos para outros países, que a médio prazo, poderão potenciar trocas comerciais relevantes no contexto dos vários países», afirmou.

Para facilitar a mobilidade de recursos humanos qualificados, o Governo poderá introduzir novas modalidades de vistos. «Uma das áreas em que estamos a ponderar, a estudar com a Administração Interna, é a possibilidade de vir a introduzir vistos são “vistos talento”», anunciou Poiares Maduro.

Os “vistos talento” poderão ser dirigidos «para jovens estrangeiros de grande talento que venham para Portugal e que possam ficar em Portugal», já que «temos de atrair não apenas investimento estrangeiro, temos de atrair mais talento estrangeiro e este processo de internacionalização prevê precisamente como uma das medidas possíveis essa atribuição de vistos baseados no talento e na massa crítica que conseguimos trazer para Portugal», afirmou Poiares Maduro.

«Quanto melhores forem as pessoas que nós conseguirmos ter em Portugal, sejam portugueses sejam estrangeiros ou portugueses que estavam no estrangeiro que regressem a Portugal, melhor é para todo o país em termos sociais e em termos económicos», acrescentou.

Para Nuno Crato a Internacionalização do Ensino Superior deve ser um objetivo do país, mas sobretudo das instituições e dos diversos agentes do ensino superior, como sejam as Associações de Estudantes e neste sentido considera que todos devem apresentar sugestões que melhorem a Estratégia de Internacionalização do Ensino Superior, agora apresentada. O objetivo é que o Governo tome uma resolução até ao final do ano sobre a matéria.

(fonte: www.tvciencia.pt)

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